Cultura, educação e jovens

Imagem by @marcoslimafotografia

Olá, olá pessoal, hoje o nosso tema não será moda, especificamente, mas tem muita conexão! Na semana passada estive em uma imersão de um curso da qual leciono em Florianópolis e este é um curso muito especial, chamado de Master Business Inovation (MBI) em Educação para o Profissional do Futuro e nestas imersões os alunos são desafiados nos mais diversos níveis, sejam eles pessoais ou profissionais, afinal de contas são três dias de desenvolvimento. Nesta imersão os alunos tiveram um desafio super especial, um “Educathon: tecnologia a favor da cultura mané”, com a problemática “Como engajar os jovens para a importância da prática e preservação cultural da renda de bilro em Florianópolis?”, tudo isso desenvolvido com a nossa master coordenadora Karine Marie Arasaki e meus colegas de imersão e professores Hellen Cristine Geremia e Gustavo Lucas Alves e os mentores especiais Fausto e Henrique.

Mas vamos por partes, o que seria um Educathon? Talvez vocês já tenham ouvido falar em Hackathon, que é um evento que reúne programadores, designers e diversos outros profissionais para pensarem em soluções com base de tecnologia digital, a partir de uma problemática específica. No nosso caso, o foco era a educação, por isso esta alteração de nome. E o próximo desafio era então fazer com que esta turma desenvolvesse uma maneira, com base na tecnologia digital, de chamar, atrair, preservar e disseminar a cultura da renda de bilro.

Mas e aí, o que é a renda de bilro? Para isso convidamos a Dona Nerivalda, uma senhora muito simpática e uma das embaixadoras da cultura mané da ilha de Santa Catarina, que passou árias horas em nossa companhia nos contando histórias, as técnicas e a importância de tal cultura para a nossa sociedade. Em resumo, foram horas de muito aprendizado e até um choque, ao se saber que comparadas as mais de 1000 rendeiras de 15/20 anos atrás, hoje existam mais ou menos 100, ou seja, ela está se perdendo.

A partir daí os alunos tiveram cerca de 14h para pesquisar, estruturar e apresentar uma proposta de solução para este problema, por meio de ferramentas e estratégias de empreendedorismo, uma loucura que só participando para compreender a sua complexidade. Após todo o desenvolvimento eles então apresentaram suas propostas a uma banca avaliadora, composta, é claro, por Dona Nerivalda, dois jovens e duas avaliadoras técnicas. E lá, percebemos as múltiplas oportunidades que temos para tentar fazer com que não se perca a cultura mané, mas, mais do que isso, que não se perca a cultura de maneira geral.

O principal ponto lá e aqui é: como estamos preservando, compartilhando, ensinando as diferentes culturas que temos aos nossos jovens? Será que não estamos perdendo partes importantes da nossa essência para as diversas tecnologias que aparecem? Ou será que é algo ainda mais profundo que isso? Deixo aqui estas perguntas e um desafio aos colegas professores e educadores: o que podemos fazer para não deixar a nossa culta morrer, seja ela qual for? Gratidão a todos que se envolveram naqueles dias e em todos os outros em busca da preservação da cultura de maneira geral! Um beijo e até a próxima!

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