25 de maio – dia da costureira e do costureiro

Olá, olá gente linda! Esta semana tivemos o dia da costureira e o costureiro e resolvi falar um pouco sobre esta profissão por aqui, afinal de contas eles estão na base da cadeia produtivo de transformação do vestuário! Você sabia que lá no início de tudo os homens é quem tinham maior atuação neste ramo? Pois é e eles eram os alfaiates, tanto para peças femininas, quanto para peças masculinas.

Paul Poiret foi considerado o primeiro estilista por criar uma coleção completa onde quem quisesse, escolhia de algum modelo já apresentado, pois ao contrário do que tínhamos até então, as pessoas escolhiam e mandavam produzir as suas peças. E Poiret não costurava, apesar de ser a mente criativa de sua marca.

De lá para a cá a moda já passou por muitas mudanças e várias coisas aconteceram. Como já mencionado anteriormente, passamos a produzir muito mais roupas e muito mais rapidamente (as fast fashions que o digam!), de maneira que não conseguimos consumir tudo o que produzimos ou então não consumimos estes produtos de uma maneira mais efetiva e equilibrada. Mas isso vocês já leram por aqui!

Dentro de toda esta cadeia produtivo há sempre a base dela e nessa estão as costureiras e costureiros, apesar de ser bastante raro termos homens nesta profissão! Se pensarmos nas costureiras de grandes fábricas a remuneração é baixa e cada uma produz apenas uma parte de um produto, pois assim a produção se torna mais rápida, mas não necessariamente terá o melhor acabamento e nem a melhor qualidade.

Agora se pensarmos naquelas costureiras de bairro, elas fazem muito mais do que apenas costurar. Elas entendem de tecido, anatomia, modelagem e por aí vai. O trabalho é minucioso, a atenção aos detalhes é a maior e em muitos casos a qualidade é impecável. Não, você não pode esperar que uma costureira, dona do próprio negócio cobre mais barato do que uma blusinha que você viu em alguma loja. Afinal de contas enquanto ela produz uma única e exclusiva peça, lá na fábrica, num mesmo período se produzem 10 ou 20 peças, todas iguais.

Quando optamos por comprar uma peça pronta, em qualquer loja comum que seja, sabemos que estamos comprando um produto produzido em série e estamos sujeitos a encontrar outras pessoas com as mesmas peças por aí, mas é claro, é mais barato, mais rápido e traz muito mais segurança para quem é ansioso ou tem medo de não gostar do resultado.

Para quem procura o trabalho de uma costureira de bairro, seja ela qual for, está comprando um trabalho artesanal, que trará a identidade de quem a cria, mesmo que você leve um modelo que gostou e quer que seja “igual”, o que é pura ilusão, poderá ser similar, mas nunca igual. Valorize mais quem faz este trabalho, seja lá no chão de fábrica das grandes empresas, seja naquela costureira de bairro que você costuma encomendar as suas peças. Afinal de contas, estes profissionais transformam ideias em sonhos de vestir, não é mesmo? Um beijo e até a próxima!

Jads L. Brognara

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