Em que as nossas escolhas nos afetam?

Olá, olá gente linda! Como é que vocês estão? Hoje resolvi trazer um tema bem importante para trabalharmos e que tem TUDO a ver com o Setembro Amarelo e que a moda pode ajudar (ou atrapalhar). Vocês estão prontos? Primeiro, quero apresentar uma pessoa muito especial e que topou conversar comigo sobre autoestima e imagem, que é a Daniella Wiggers Wessler, psicóloga com experiência em atendimentos clínicos há 10 anos, especialista em psicoterapia individual, familiar e de casal, CRP:12/08418. Ela presta serviços jurídicos ligados à perícias e acompanhamentos psicológicos, para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho dela o Instagram é @dani.psicologa e é incrível!

Daniella Wiggers Wessler

Quando conversei com a Dani, mandei algumas perguntas como: por que a nossa aparência tem um peso tão grande na nossa autoestima?; Você acredita que é possível mudar a maneira como nos vemos, quando mudamos as nossas referências, por exemplo, pessoas que seguimos em nossas redes sociais ou que são referências para nós?; E de que maneira podemos nos aceitar mais, com todas as nossas características? E a partir destas perguntas ela me trouxe uma resposta maravilhosa e que merece ser compartilhada em sua totalidade, mas farei isso em trechos e com comentários, ok?

“A autoestima é o jeito de olhar para si mesmo, de perceber suas qualidades, são as crenças e sentimentos de importância e valor que você dá para si em relação ao meio em que está inserido. Autoestima positiva ou negativa, alta ou baixa influencia diretamente o estado emocional de qualquer pessoa. Não existe alguém que tenha autoestima positiva o tempo todo, é natural ocorrerem oscilações ao longo da vida. Algumas pessoas, porém, fazem a ligação de estar bem consigo mesmo apenas quando se sente bonito (a) quando está com boa aparência. A autoestima também está ligada a se sentir bem fisicamente, mas não somente com isso.”

E não é que tem muiiiita gente por aí que acha que isso é crise de adolescente?

“E engana-se quem acredita que a tristeza que bate na pessoa que acordou se sentindo feia e que por isso prefere ficar em casa é algo que faz parte somente da adolescência, o mundo adulto está repleto de pessoas que dão valor exclusivamente para o que os outros enxergam e pensam de si, e tentam agradar ou ser aceito somente pelo que vestem ou acessórios que usam.”

E as suas escolhas de vestir? Por qual motivo você se levanta e escolhe um look em detrimento de outro? O que te leva a comprar roupas ou sapatos novos?

“Sabe aquela história: “ah mas eu me visto e me arrumo para mim, não para o outro”, Será? Será que algumas pessoas realmente não buscam ser aceitas apenas pelo estilo de roupa ou marcas que usam?”

Agora falando especificamente em redes sociais digitais, é muito importante que você saiba diferenciar influência  de cobrança, siga as pessoas para que elas sirvam de exemplo a você, mas nunca para que você seja exatamente como elas, afinal de contas, você é você, único e especial. O Instagram, o Facebook, Twitter ou qualquer outra rede social digital mostra apenas aquilo que queremos que os outros vejam e não a nossa realidade total, além disso…

“O mundo das redes sociais traz padrões de beleza, fotos com super filtros em imagens perfeitas, que fogem da realidade da maioria das pessoas, ocasionando uma comparação injusta. Você pode ter referências a seguir, perfis de pessoas que você admira, e isso pode te dar ideias, estimular sua criatividade para criar o seu estilo. Mas, não se basear em um modelo que você espera se enquadrar, ser idêntico, pois isso gera frustrações. Você é único, não será como o outro. E você tem o seu valor por ser exatamente como é.”

E para reforçar, caso ainda não tenha ficado claro…

“O verdadeiro atrativo nas pessoas não está na aparência, mas sim na essência, nos valores, na forma de tratar o próximo, na maneira de se comportar, em todas as pequenas coisas que fazem parte da personalidade de cada um. Por isso, olhe para suas características físicas de forma mais leve, de modo mais positiva, aceite suas imperfeições. E foque em desenvolver ou melhorar o modo como você se sente em relação aos dias ruins, àquele dia que não acordou tão bem, para que isso não te impeça de socializar.”

Quando falamos em moda, tendências e tudo mais, são dicas e propostas que podem te ajudar a compreender e entender o que pode funcionar para você ou não e NUNCA, NUNCA, NUNCA você é obrigado a usar este ou aquele estilo para ser quem é!

“A verdadeira autoestima positiva não é o sentimento de: “todos vão me achar linda(o)” mas sim: “tudo bem se não acharem”. Agradar os outros não te fará verdadeiramente feliz, ganhar elogios é momentâneo, o que realmente importa é se sentir bem e feliz pelo o que você é para si mesmo.”

Agradeço imensamente a Dani por ter aceitado participar deste momento e compartilhado um pouco da sua sabedoria com a gente! Pense nisso com carinho, converse e busque sempre novos caminhos de ser VOCÊ! Um beijo de luz e um abraço apertado, até a próxima!

Jads L. Brognara

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